YSAGES
Cultura · Povos originários
Uma casa digital para cada povo originário guardar a própria cultura e ensiná-la aos jovens, com as regras do próprio povo.
- Cliente
- Doação da Quick Solutions à YSAGES
- Status
- No ar, doado e concorrendo na UNESCO
- Tecnologia
- Next.js · Supabase (PostgreSQL) · Vercel

A YSAGES é uma rede de casas culturais de povos originários, como os Huni Kuĩ, os Guarani e os Noke Koĩ. Doamos a plataforma que sustenta essa rede. Nela, cada povo registra a língua, as plantas medicinais, os rezos e as histórias, decide quem pode ver cada coisa e transforma o acervo em estudo para os mais jovens. Dela nasceram dois aplicativos de língua, e o dos Noke Koĩ concorre no New Commons Incubator, da UNESCO com o GovLab e a Microsoft.
A tecnologia não inventa conhecimento. Quem decide o que entra no acervo é sempre uma pessoa.
- telas
45
telas
- testes automatizados
2.500+
testes automatizados
- commits
1.755
commits
- idiomas de interface, com Guarani e Ratxa Kuĩ
7
idiomas de interface, com Guarani e Ratxa Kuĩ
O que o sistema faz | |
|---|---|
| 01 | Uma casa para cada povo, com endereço, idioma e identidade próprios |
| 02 | Caminho em três etapas: Referência, Biblioteca e Aprende |
| 03 | Consentimento do guardião registrado, revogável e aprovado pelas duas partes |
| 04 | Cinco níveis de acesso, do público ao sagrado, com registro de cada leitura do que é protegido |
| 05 | Rezos com áudio e letra sincronizada, linha por linha |
| 06 | Coleta em campo sem sinal, que sobe sozinha quando a conexão volta |
| 07 | Dois aplicativos derivados, que funcionam sem rede: kaxinawa.com.br, com 1.944 palavras Huni Kuĩ, e nokekoin.com.br, com 1.630 palavras Noke Koĩ |
Onde entra a IA | |
|---|---|
| 01 | Ajuda na própria tela: explica o que dá para fazer ali, com custo travado por teste |
| 02 | Radar de fontes: a IA sugere pesquisas sobre cada povo, e o curador aceita ou descarta |
| 03 | Leitura de dicionários e obras: a IA propõe pares de palavras e marca as repetidas, para revisão humana |
| 04 | A IA não tem permissão de escrita no acervo |
Por que existe
Uma cultura só continua viva quando chega à próxima geração.
Muito do saber dos povos originários está na fala dos mais velhos: palavras, rezos, remédios da mata, histórias de origem. Quando os jovens deixam de ouvir, isso se perde. E quando alguém de fora registra, o povo costuma perder o controle do que é seu. A plataforma cuida das duas coisas ao mesmo tempo.
01Consentimento
O povo diz sim, e até onde
Antes de qualquer registro, um guardião nomeado dá o consentimento e escolhe quem pode ver. Ele pode voltar atrás.
02Referência
O saber é registrado na fonte
Cada palavra, rezo, planta ou história entra com quem disse, em que contexto e de onde veio.
03Biblioteca
O acervo é revisado e guardado
Curadores revisam e classificam cada item. Toda leitura do que é protegido fica registrada.
04Aprende
O saber chega aos jovens
Trilhas, exercícios e rezos com áudio para os aprendizes que a própria comunidade indica.
O aprendiz de hoje é o guardião de amanhã, e o ciclo recomeça.
O que se perde sem cuidado, e o que a plataforma garante
Guardar a cultura de um povo não é só colocar textos na internet. Estes são os riscos reais, e a resposta de cada um.
Os mais velhos
A voz, a palavra e o contexto ficam registrados com o nome de quem ensinou.
Sem cuidado: Quando um ancião parte, o que só ele sabia vai junto.
O controle
Nada entra sem consentimento, e o consentimento pode ser retirado.
Sem cuidado: Pesquisas e sites publicam sem pedir, e o povo não decide mais nada.
O sagrado
O sagrado fica fechado até para o administrador. Só abre com autorização da comunidade, registrada.
Sem cuidado: Rezos de iniciação e segredos cerimoniais acabam abertos a qualquer um.
A IA
A IA não escreve no acervo. A palavra do povo nunca é gerada por máquina.
Sem cuidado: Um modelo aprende a língua aos pedaços e começa a inventar palavras.
Os jovens
O estudo cabe no celular, funciona sem rede e respeita a língua do povo.
Sem cuidado: Longe da aldeia ou sem sinal, eles não têm onde estudar.
A YSAGES não existe para armazenar culturas. Existe para fortalecer as relações que permitem que elas continuem vivas.

